Missas de Cinzas: Paróquia Consolata e o período da Quaresma
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A Paróquia Nossa Senhora Consolata iniciou, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, o tempo santo da Quaresma.
Entre as celebrações do dia, tanto na Capela Divina Misericórdia, quanto na Igreja Matriz, a comunidade esteve reunida para celebrar o começo da data tão importante para o povo católico. Na celebração das 19h, na Matriz, presidida pelo pároco padre Hector Elias, os paroquianos reunidos celebraram este momento significativo do calendário litúrgico: o chamado à conversão.
A imposição das cinzas — sinal da fragilidade humana e da confiança na misericórdia divina — recordou a cada fiel a verdade essencial da existência: “Tu és pó e ao pó voltarás”. Não como ameaça, mas como consciência. Somos peregrinos. Estamos de passagem. E exatamente por isso, nossa vida precisa de direção.
A Igreja como base de apoio na travessia da vida
Em sua homilia, padre Hector refletiu sobre a caminhada humana, marcada por desafios, incertezas e lutas interiores. Afirmou que a Igreja não é apenas um espaço físico, mas uma base de apoio: comunidade que sustenta, acolhe e fortalece.
“O tempo quaresmal nos chama a colocar os pés na terra e permanecer vigilantes”, destacou.
É tempo de lucidez espiritual. Tempo de perguntar-se, com honestidade:
O que Deus espera de mim? Que história estou construindo? De que forma quero ser lembrado por Jesus?
O pároco sublinhou que a vida espiritual também precisa de organização. Assim como planejamos o cotidiano, somos convidados a ordenar o coração, rever prioridades e estruturar uma caminhada coerente com o Evangelho.

Humildade: o caminho que cura
A reflexão conduziu a comunidade a um exame interior mais profundo. Estamos verdadeiramente arrependidos? Há em nós o desejo sincero de conversão? Somos capazes de reconhecer nossas fragilidades diante de Deus?
Padre Hector lembrou que não estamos perdidos nem abandonados. Deus vê o coração, cura feridas e salva. Mas Ele pede algo essencial: humildade.
A Quaresma é tempo de romper com a vida superficial, de abandonar o orgulho e de dizer, com coragem, “chega” a uma existência sem propósito e sem Deus.

Jejum, oração e esmola: pedagogia da conversão
Retomando a tradição da Igreja, o pároco destacou os três pilares da vivência quaresmal: jejum, oração e esmola. Não como práticas externas isoladas, mas como caminhos que educam o coração.
O jejum disciplina;
A oração eleva;
A esmola compromete.
A espiritualidade cristã é simultaneamente vertical e horizontal: olhar para Deus e, ao mesmo tempo, para o irmão.
Não há autêntica conversão sem caridade concreta.
Socorrer quem está perto. Cuidar de quem sofre. Viver a fé com responsabilidade social.
Campanha da Fraternidade 2026: fé que se traduz em ação
Ao final da homilia, padre Hector recordou a Campanha da Fraternidade 2026, cujo tema é “Fraternidade e Moradia”, convidando a comunidade a transformar espiritualidade em compromisso concreto.
“Mãos à obra”, exortou.
A Quaresma, portanto, não é apenas tempo de interioridade, mas de libertação das doenças da vida mundana — injustiça, exploração, indiferença, vícios e orgulho — para que a fé se torne gesto vivo de fraternidade.
O sinal das cinzas
Após a proclamação da Palavra e a homilia, teve início o rito da imposição das cinzas. O pároco, auxiliado pelos ministros, marcou a fronte dos fiéis com o sinal penitencial.

O gesto simples, mas profundamente simbólico, selou o início deste tempo favorável de graça: quarenta dias para reorganizar a vida, purificar o coração e caminhar rumo à Páscoa com humildade renovada.

Assim, a Consolata abre a Quaresma de 2026 com um chamado claro: viver com propósito, servir com humildade e permitir que Deus transforme o coração de cada fiel.











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